Prefeitura identifica casos da doença ‘mão-pé-boca’ em creches municipais

A Secretaria de Educação da Prefeitura de Ibitinga identificou a presença da doença ‘mão-pé-boca' em algumas crianças de creches municipais. A enfermidade não possui riscos à vida da pessoa contaminada. Porém, é altamente contagiosa e incômoda para as crianças.

“A síndrome ‘mão-pé-boca’ aparece na forma de febre, acompanhada de manchas vermelhas na boca, amídalas, faringe e pequenas feridas em partes do corpo. A doença também causa dores de garganta e dificulta a ingestão de alimentos, por causa da dor”, explicou a coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Simone Zeponi.

Normalmente, o vírus atinge crianças de até cinco anos de idade e se espalha por contato físico entre pessoas, fezes, alimentos e utensílios contaminados.

“O tratamento consiste em cuidar dos sintomas e o paciente deve se manter em repouso, tomar bastante líquido e se alimentar corretamente”, ensinou a enfermeira Simone.

Ações nas escolas

Desde o primeiro caso identificado, a Secretaria de Educação acionou o SAMS, por meio da Vigilância Epidemiológica, e tomou as providências de prevenção.

“A criança contaminada não deve frequentar a escola por até 10 dias. Dentro das unidades, os educadores e demais colaboradores reforçaram o uso do álcool em gel, bem como a higienização dos utensílios de uso comum”, disse Francisco Talarico, secretário de Educação de Ibitinga.

De acordo com a Secretaria, as crianças com mais idade também passaram a receber mais instruções sobre a higiene e a importância de se lavar as mãos. Um trabalho informativo também foi realizado com os pais dos alunos.

Cuidados em casa

A doença não é exclusiva de crianças. Todos podem adquiri-la e, por isso, os pais devem tomar uma série de cuidados com o filho que está com a enfermidade.

“Os pais devem lavar as mãos frequentemente com sabão e água, especialmente depois de trocar fraldas, pois as fezes são um dos meios de contaminação do vírus. Para quem tem crianças maiores e que já utilizam o sanitário, reforce a higienização do banheiro”, pontuou Simone.

Os pais também devem higienizar brinquedos e evitar beijar, abraçar ou compartilhar utensílios e xícaras com o filho que está com a doença de ‘mão-pé-boca’. Troque os lençóis e fronhas com mais freqüência e tome medidas preventivas para que a criança não tenha contato direto com os amiguinhos. “Isso evitará a propagação da doença”, concluiu Simone.

 

Fonte: Prefeitura de Ibitinga